segunda-feira, 8 de junho de 2009
quinta-feira, 4 de junho de 2009
sábado, 30 de maio de 2009
terça-feira, 26 de maio de 2009
"Repostagem"
Em tempo de crise e de reciclagem, reutilizo uma frase, mas...como em final de ano lectivo se ajusta a muitos locais
"SENHOR, dai-me sabedoria para entender alguns colegas de trabalho, porque se me dais força parto-lhes a cara!!!"
"SENHOR, dai-me sabedoria para entender alguns colegas de trabalho, porque se me dais força parto-lhes a cara!!!"
domingo, 24 de maio de 2009
sábado, 23 de maio de 2009
Gosto
das palavras deste senhor:
Post.all.free
A mania da felicidade inquieta a vida. *
A liberdade é abundante mas sempre em vias de extinção.
A virtualidade sempre foi uma realidade.
Ao raio da circunferência responde-se com o diabo do círculo. *
A maré alta serve para apagar provas.
A morte não se incomoda: espera que a vida desista. *
O ecológico ecoa mais que lógico.
O ciumento-reforçado dá com a cabeça na própria parede.
O semáforo contribui para os espaços verdes da cidade. *
O dente- de- alho é autofágico.
A pré- história só passou a existir depois da história.
Na aldeia global, calçada à portuguesa, por exemplo, é o mesmo que descalça à espanhola.
A guerra deixa a guerra em paz, mas a paz não deixa em paz a guerra [nem deve].
Os meio de comunicação justificam os fins [mas]
Cada raça é uma ração para as demais [mas]
É o próprio rio que determina as suas formas marginais.
As setas são uma boa ajuda, se não vêm em nossa direcção. *
O apocalipse está aí a chegar, para ver na televisão.
Ainda é possível sair à rua nu, sem bolsos? *
Emílio Remelhe, in instantes, 1999
*As melhores
quinta-feira, 21 de maio de 2009
sombras
Elas são vaporosas,
Pálidas sombras, as rosas Nadas da hora lunar...
Vêm, aéreas, dançar Com perfumes soltos
Entre os canteiros e os buxos...
Chora no som dos repuxos O ritmo que há nos seus vultos...
Passam e agitam a brisa... Pálida, a pompa indecisa
Da sua flébil demora Paira em auréola à hora...
Passam nos ritmos da sombra...
Ora é uma folha que tomba, Ora uma brisa que treme Sua leveza solene...
E assim vão indo, delindo
Seu perfil único e lindo,
Seu vulto feito de todas,
Nas alamedas, em rodas,
No jardim lívido e frio...
Passam sozinhas, a fio,
Como um fumo indo, a rarear,
Pelo ar longínquo e vazio,
Sob o, disperso pelo ar,
Pálido pálio lunar ...
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
terça-feira, 12 de maio de 2009
segunda-feira, 11 de maio de 2009
domingo, 3 de maio de 2009
quinta-feira, 30 de abril de 2009
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Tenho assistido, incógnito, ao desfalecimento gradual da minha vida, ao soçobro lento de tudo quanto quis ser. Posso dizer, com aquela verdade que não precisa de flores para se saber que está morta, que não há coisa que eu tenha querido, ou em que tenha posto, um momento que fosse, o sonho só desse momento, que se me não tenha desfeito debaixo das janelas como pó parecendo pedra caindo de um vaso de andar alto. Parece, até, que o destino tem sempre procurado, primeiro, fazer-me amar ou querer aquilo que ele mesmo tinha disposto para que no dia seguinte eu visse que não tinha ou teria.
Bernardo Soares, Livro do Desassossego
enquanto dava uma voltinha pelos blogs alheios, encontrei este texto de B.Soares e resolvi roubá-lo...
Bernardo Soares, Livro do Desassossego
enquanto dava uma voltinha pelos blogs alheios, encontrei este texto de B.Soares e resolvi roubá-lo...
quarta-feira, 22 de abril de 2009
terça-feira, 21 de abril de 2009
domingo, 29 de março de 2009
solllll
Viva o Sol, viva os amigos!
"Ontem é história,
Amanhã é mistério,
Hoje uma dádiva, É por isso que é chamado presente...
sábado, 28 de março de 2009
curva vodka
"vale sempre a pena, quando o espectáculo não é pequeno"
esta companhia é um mimo para os nossos sentidos!
quinta-feira, 26 de março de 2009
AS ÁRVORES E OS LIVROS
As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas.
E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo, nas nervuras.
As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».
É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.
As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas.
E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo, nas nervuras.
As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».
É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.
«O vento
Por mais que tente, o vento
não consegue adormecer
se não tiver nada para ler.
Seja uma folha de tília,
de bambu ou buganvília.
É por isso que o vento
arrasta as folhas consigo,
até encontrar um abrigo,
onde possa adormecer.
- arrastou até a folha,
onde eu estava a escrever!»
Jorge Sousa Braga, Herbário, Lisboa, Assírio & Alvim, 1999
com ilustrações de Cristina Valadas
Por mais que tente, o vento
não consegue adormecer
se não tiver nada para ler.
Seja uma folha de tília,
de bambu ou buganvília.
É por isso que o vento
arrasta as folhas consigo,
até encontrar um abrigo,
onde possa adormecer.
- arrastou até a folha,
onde eu estava a escrever!»
Jorge Sousa Braga, Herbário, Lisboa, Assírio & Alvim, 1999
com ilustrações de Cristina Valadas
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