segunda-feira, 17 de maio de 2010

«As pessoas deviam ter mais de uma vida ou, pelo menos, uma que pudesse também voltar atrás se necessário. Para corrigir o que saiu mal à primeira, aprender a saborear as poucas horas boas - tal como uma canção que quanto mais se ouve mais se gosta - e, sobretudo, para poder ir primeiro por um lado e depois por outro e depois, sim, seguir pelo caminho encontrado.»

não sei bem porquê, mas lembrei-me deste livro "Viver todos os dias cansa" de Pedro Paixão

3 comentários:

legal disse...

Parabéns pelo seu blogger, gostei muito, ser você quiser me visita no meu blogger
Tenho o blogger de noticia da África do sul e tv ao vivo. direito na África do sul.
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Espero que seja meu seguidor.

Luís Cardoso disse...

Ou isso ou ter uma componente de "salvar como..." na nossa vida. qualquer coisa que se fizesse de errado, volta-se ao ficheiro anterior e está tudo como antes...

deep disse...

A este propósito, ocorreu-me um poema:

Devia morrer-se de outra maneira.
Transformarmo-nos em fumo, por exemplo.
Ou em nuvens.
Quando nos sentíssemos cansados, fartos do mesmo sol
a fingir de novo todas as manhãs, convocaríamos
os amigos mais íntimos com um cartão de convite
para o ritual do Grande Desfazer: "Fulano de tal comunica
a V. Exa. que vai transformar-se em nuvem hoje
às 9 horas. Traje de passeio".
E então, solenemente, com passos de reter tempo, fatos
escuros, olhos de lua de cerimônia, viríamos todos assistir
a despedida.
Apertos de mãos quentes. Ternura de calafrio.
"Adeus! Adeus!"
E, pouco a pouco, devagarinho, sem sofrimento,
numa lassidão de arrancar raízes...
(primeiro, os olhos... em seguida, os lábios... depois os cabelos... )
a carne, em vez de apodrecer, começaria a transfigurar-se
em fumo... tão leve... tão sutil... tão pòlen...
como aquela nuvem além (vêem?) — nesta tarde de outono
ainda tocada por um vento de lábios azuis...

José Gomes Ferreira

Beijocas